+-----------------------+----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+---+ | Localidade: Osgiliath | | | +=====================+==================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================================+=+ | ??/08/3051 | As tropas de Gondor são colocadas nas ruínas da cidade, e começam a criar fortificações de onde resistir ao ataque da Treva. Os marechais de Rohan dispõem seus homens nas margens do rio. Belril conduziu Elfhelm e os homens do Folde para Ithilien, na margem esquerda do Anduin, enquanto Ælfric e os homens do Westfold estão na margem direita. O plano formulado pelos generais é simples: deixar as forças de Sauron se desgastarem atacando a ilha, para depois sofrerem uma carga pelas forças de Elfhelm. Ælfric está na reserva, pronto a acudir em caso de necessidade. | | | | | | | | Em frente às tropas em Osgiliath, Adruran procura um ponto mais elevado para se dirigir às tropas. Segurando Anduril à frente, de maneira a ser vista e reconhecida, diz: | | | | | | | | “Filhos de Gondor! Meus irmãos!” | | | | | | | | “Vocês conhecem contra quem nos levantamos hoje. Nenhum de nós estava vivo quando esta guerra começou tantos anos atrás. E nenhum de nós deu causa ao mal que se aproxima.” | | | | | | | | “Hoje nós protegemos nossa terra não para manter as tradições de nossos antepassados, que tem pouco significado ou significados demais, mas para defender as pessoas que nelas vivem, e que morrerão se não o fizermos. Suas esposas, filhos, todos que amamos. A não ser que matemos o exército que agora vem contra nós, cada pessoa em Gondor será submetida a imensos horrores.Aqueles que sobreviverem à morte desejarão ter tido este destino.” | | | | | | | | “Hoje nós lutamos! Tenham coragem frente aos inimigos! Sejam bravos, e os deuses olharão por vocês! Protejam os inocentes, mesmo que isso custe as suas vidas. Hoje, cada um de nós valerá por dez deles. Creiam em mim. Eu juro a vocês que, até o fim do dia, veremos o exército de Sauron destruído à nossa frente, de maneira que jamais se levante novamente.” | | | | | | | | As tropas avançadas do Inimigo vaiam e apupam as palavras de Adruran, mas os homens de Gondor e de Rohan respondem com um rugido que, ecoando nas ruínas da antiga capital, abafam e submergem o escárnio da Treva. O efeito da oratória do legítimo rei de Gondor aquece os corações e endurece a resolução do exército de Gondor. | | | | | | | | As forças de Mordor se aproximam da base do morro que formava a ilha, pisando na lama deixada pela passagem dos milênios no fundo do Anduin, e reforçada pela chuva constante. | | | | | | | | Os orcs são a vanguarda. No sopé do morro, eles gritam apupos e provocações, que são respondidos com silêncio. Vários apitos e batidas de tambor sinalizam o ataque, e a massa negra começa a correr, subindo a encosta. | | | | | | | | Faramir está no comando da primeira linha. Quando a primeira onda está a cinco braças do cume, ele faz um sinal, e os homens golpeiam os suportes de diques improvisados. Sobre os orcs se abate uma grande massa de entulho e lama, restos das apressadas fortificações principais. Incapazes de se desviarem do deslizamento, muitos são carregados de roldão, suas pragas e maldições se perdendo em meio aos uivos dos feridos e aos gritos de alegria dos gondorianos. | | | | | | | | Faramir não relaxa, e ordena que os homens avançados recuem para as fortificações propriamente ditas. Não é cedo demais para isso: manchas de escuridão no céu escuro, os Nazgûl acompanhavam os acontecimentos, e agora mergulham em direção à ilha. Suas vozes de morte os precedem, causando calafrios mesmo nos mais corajosos. Mas as palavras de Adruran ainda ressoam nos corações, e os homens do Ocidente resistem ao terror alado. | | | | | | | | A queda de Minas Tirith, há tantos anos, foi gravada a fogo na memória de Faramir e muitos dos guerreiros. Eles lembram bem do efeito terrível dos Nazgûl sobre os defensores de Gondor há tantos anos, e estão prontos para revidar. Imediatamente após o primeiro mergulho das feras que os Nazgûl cavalgam, grandes balistas foram disparadas, e dois dos pesados projéteis encontraram seu alvo! Um grande grito ergue-se na ilha, ao ver caírem as manchas de escuridão. Uma delas cai no antigo leito do rio, em meio às forças do Inimigo; mas a outra cai sobre a ilha, perto das ruínas da antiga Torre das Estrelas. | | | | | | | | Enquanto isso, o Inimigo não descansa, e uma força maior começa a marchar ilha acima. Os orcs vão à frente mais uma vez, espicaçados e chicoteados por Uruk-Hai. Mas a lama despejada sobre a primeira onda os atrapalha, e a linha não mantém a organização. | | | | | | | | Na mergem esquerda do rio, os Rohirrim estão escondidos, com alguns batedores acompanhando a batalha. Quando a segunda onda começa a subir a encosta da ilha, o chefe dos batedores manda mensagem a Beregorn e Elfhelm, informando que este ataque deve servir apenas para manter os defensores ocupados, e que uma força bem maior está se preparando no leito do rio. | | | | | | | | Adruran avança a passo estudando o adversário, mas com decisão de quem vai partir para a briga. Ainda avaliando o risco, mas mostrando determinação. Acena para os arqueiros e grita para que façam fogo: “Avante, homens do Oeste!”, grita, “Força! Coragem! Por Gondor!” | | | | | | | | Adruran dá um salto, colocando-se entre o Nazgûl e os homens. Em suas mãos Andúril mostra um brilho avermelhado e frio, como que ansiosa para ferir. | | | | | | | | O efeito do Silmaril destruído sob a terra mostra claramente a Adruran seu inimigo, e mais. Ele percebe que os Nazgûl recuperaram a forma humana que haviam perdido há milênios; mas, sob a aparência desta forma, percebe a forma real do espectro, pálida e abominável imitação daquela. | | | | | | | | Para sua surpresa, Adruran vê que o Nazgûl que enfrenta tem a aparência de uma mulher, bela e terrível, trajando uma armadura lamelar em ouro e ônix. Ela dirige o olhar para Andúril e, depois, para Adruran, e diz: | | | | | | | | “Quem é este fedelho que se atravessa no caminho de Adûnaphel, senhora de Vamag e sétima dos Nove?” | | | | | | | | “Meu nome é Adruran Mormegil, descendente direto da linha dos reis de Arnor, herdeiro do Trono de Gondor e, com a ajuda de meus camaradas e dos Valar, a última visão de Arda que você terá.” | | | | | | | | Adûnaphel mostra-se hesitante, ao perceber que está diante de um herdeiro de Númenor. Adruran aproveita o momento e ataca. O golpe é certeiro e a lâmina brilha com um fulgor avermelhado quando mergulha no ventre do espectro. O fulgor parece se espalhar e consome a forma humana de Adûnaphel, que deixa no ar apenas o eco de um soluço angustiado. | | | | | | | | Os homens de Gondor olham, estarrecidos e verdadeiramente impressionados, para Adruran, que fecha os olhos por alguns instantes. Sua percepção, aumentada pelo Silmaril, revelou-lhe claramente o misto de desespero e de alívio no rosto de Adûnaphel. | | | | | | | | Quando abre os olhos, volta-se para os homens, que passam a gritar: “Gondor! Gondor!” | | | | | | | | Enquanto isso, Beregorn, que se posicionara junto ao Terceiro Marechal da Marca, ouve de Elfhelm: “A grande vantagem das cargas de cavalaria é que a carga e os cavalos fazem dois terços do trabalho. Se você conseguir evitar ser morto, já pode se considerar um cavaleiro de Rohan.” | | | | | | | | Beregorn pergunta a Elfhelm se é o caso de recuar a cavalaria para dar carga quando a força maior chegar. | | | | | | | | Ele lhe responde, “Primeiro Marechal, recuar não é o caso, porque a cavalaria está escondida. Mas que tal aproveitarmos que a força principal está despreparada para um combate agora, enquanto a força de cobertura deles ataca, e irmos lá para dar-lhes um exemplo da hospitalidade de Rohan?” | | | | | | | | Excitado pelo calor da batalha, o Primeiro Marechal de Rohan concorda com ele: “Preparemos a cavalaria para a carga.” | | | | | | | | Elfhelm dá a ordem para os cavaleiros de Rohan montarem em silêncio, para não prevenirem o Inimigo. Belril está ao lado de Beregorn, e abraça o filho, dizendo-lhe: | | | | | | | | “Vá, meu filho. Cada um de nós tem um papel a cumprir. O Primeiro Marechal da Marca cavalga com seus homens, e o tenente da Guarda fica com seus soldados para guarnecer a sua retirada. Por Gondor!” | | | | | | | | Os cavaleiros se posicionam, e a linha segue a passo para a margem do Anduin. Na escuridão, Beregorn é o único que consegue ver toda a hoste, e sinaliza a Elfhelm quando vê que todos estão prontos. O Terceiro Marechal ergue sua trompa e toca uma prolongada nota, respondida imediatamente por toda a linha. Os cavaleiros incitam seus cavalos, que começam a descer a encosta, primeiro a trote, mas logo em veloz galope. | | | | | | | | Beregorn vê, à frente, as forças do Inimigo, claramente surpreendidas por este ataque vindo da margem esquerda do rio. Alguns já fogem, enquanto outros tentam ordenar uma linha de resistência. Mas não tem tempo para isso. | | | | | | | | Lanças em riste, a carga de Rohan choca-se com a massa, pisoteando e levando de roldão a massa de homens, orcs e trolls. | | | | | | | | Após a primeira carga que desorganizou a fileira dos inimigos, Beregorn ordena que a tropa se organize e recue para nova carga. | | | | | | | | Do outro lado da batalha, Adruran, fala a seus companheiros, em relação à queda da sétima Nazgul: “Um já se foi, os outros o seguirão ao abismo! Eles são muitos e isso é bom. Quanto menor o nosso número maior será a honra em nossa vitória. Nosso sucesso virá, meus amigos, meus irmãos, não tenho dúvidas! Para o combate! Mantenham suas posições! E que todos nossos inimigos ouçam nosso grito “Por Gondor”!” | | | | | | | | Os homens repetem o grito “Por Gondor!” e correm de volta a suas posições. Adruran sobe às fortificações, para falar com Faramir. As forças do Inimigo estão pressionando as linhas, e em vários pontos houve luta já dentro das fortificações. O inimigo não tem armas de assalto ou escadas, mas a natureza improvisada das fortificações não exige estes refinamentos; os orcs sobem uns nos outros para vencer a altura das pedras. | | | | | | | | Faramir diz que a força da segunda onda está esmorecendo, mas que a próxima certamente conseguirá vencer as fortificações, e que então será necessário combater em meio às ruínas; não há outra linha de defesa possível. | | | | | | | | “Sempre foi o destino dos homens de Gondor morrer para preservar os Povos Livres… então, morremos como homens de Gondor!” | | | | | | | | o leito do rio, os cavaleiros atendem às trompas que soam o reagrupamento. Mas a confusão normal do combate, aliada à escuridão permanente, dificulta a manobra. O inimigo, capaz de enxergar melhor no escuro que os cavaleiros e suas montarias, está se reorganizando rapidamente. | | | | | | | | Os primeiros grupos de cavaleiros já chegaram à encosta, e os arqueiros de Ithilien cobrem a retirada, cobrando um preço caro aos que os perseguem. Elfhelm e Beregorn estão no sopé da encosta, chamando e incitando os homens. | | | | | | | | Subitamente, gritos terríveis ecoam pelo ar úmido. “Nazgûl!“. Seis Nazgûl, envoltos em auras esverdeadas, estão pousando na encosta, entre os Rohirrim e a margem do rio. Eles descem de suas montarias e estão prontos para dar combate aos cavaleiros que subirem a encosta. Um Nazgûl permanece no ar, sobrevoando a posição dos arqueiros. Todos estão gritando; as flechas pararam de ser disparadas. | | | | | | | | “Avante, homens de Rohan! É hora de mostrar a escória de Mordor que Nazgûl também sangram e que são eles que terão pesadelos com o som da cavalaria!” Grita Beregorn, se preparando para seu derradeiro embate. | | | | | | | | Parte dos cavaleiros se unem aos Marechais de Rohan para dar carga contra os Nazgûl. A linha de cavaleiros sobe a encosta em direção aos Nazgûl. Agora, são os Rohirrim, em cavalos cansados, que precisam subir a encosta enlameada para atacar seu inimigo. | | | | | | | | Os Nazgûl recebem o primeiro embate dos cavaleiros sem se abalar. Suas armas despedaçam cavalos, armaduras e homens, espalhando dor e desespero onde atingem. Os gritos incessantes dos espectros ferem os ouvidos, e Beregorn vê vários cavalos escoicearem e fugir, apavorados. | | | | | | | | Olhando para trás, Beregorn vê que a força de Ælfric já está em combate, mas ainda muito longe de seus compatriotas, e as forças do Inimigo estão em fileiras cerradas. | | | | | | | | Beregorn desce de seu cavalo e atira uma flecha no Nazgûl mais próximo e fala: “Este arco já derrubou um Balrog em Moria. Não será você espectro covarde que vai me assustar.”. | | | | | | | | Porém, embora sua flecha não tenha atingido o alvo, atrai a atenção do Nazgûl que se prepara para engajar o Primeiro Marechal, que saca a espada que fora de Samwaise Gangee. Sua lâmina fria, de aço numenoriano, penetra o peito do Nazgul, que cai agonizando. | | | | | | | | Beregorn percebe que os espectros de Sauron recuperaram seus corpos físicos, sem tempo para se espantar com o inesperado efeito, Beregorn se volta para os outros Nazgûl. Que tomados de ógio avançam rapidamente contra ele. | | | | | | | | Um grupo de Guardas da Cidadela desce as fortificações, e abre espaço para que outros desçam e se coloquem em formação de ataque. Com Adruran à frente, os homens de Gondor descem a encosta de Osgiliath, indo em direção aos cavaleiros presos entre os orcs e os Nazgûl. | | | | | | | | A morte de mais um Nazgûl emprestou ânimo aos homens, e a princípio os Guardas avançam com facilidade. Mas, quando chegam ao leito do rio, esbarram em uma linha de defesa determinada, mantida por Uruk-hai e orcs. | | | | | | | | Quatro dos Nazgûl continuam a impedir a subida dos Rohirrim, enquanto um deles avança para confrontar Beregorn. O jovem marechal de Rohan é mais ágil que o espectro, e ataca primeiro. O Nazgûl é atingido, mas persiste no ataque. | | | | | | | | Andúril está ceifando inimigos à esquerda e à direita de Adruran, quando um guincho estridente se ouve de cima. Os orcs se afastam apressadamente. Uma grande fera voadora pousa à frente de Adruran, portando o Rei-Feiticeiro de Angmar. O chefe dos Nazgûl ostenta, triunfante, a cabeça de Belril em sua mão esquerda. | | | | | | | | Ocorre que Belril estava com os arqueiros de Osgiliath que disparavam sem parar, dando cobertura para os Rohirrim que tentavam subir a encosta. O grito penetrante de um Nazgûl surgiu no céu escuro, e logo a grande fera voadora do Rei-Feiticeiro mergulhava entre os arqueiros, semeando o pânico. | | | | | | | | Belril ergueu-se e gritou para seus homens: “Corram para a mata, escondam-se. Este inimigo não é para nenhum de nós!” | | | | | | | | Apesar de suas palavras, Belril decide atrasar o Nazgul enquanto seus homens de corriam em busca de proteção. Ele ergue sua voz para o céu, gritando para o Nazgûl: “Você não enfrenta mulheres e crianças medrosas, assombração de Mordor! Aqui estão homens de Gondor!” | | | | | | | | A grande fera pousou na frente de Belril, que estava de costas para a margem do rio, olhando na direção da mata, para onde seus homens escapavam. O Rei-Feiticeiro desceu da montaria, sem pressa, e desembainhou sua espada. Belril continuou em pé, enfrentando o olhar vazio do espectro. | | | | | | | | Sem dizer uma palavra, o chefe dos Nazgûl com um golpe o decapitou. A seguir, pegou a cabeça de Belril pelos cabelos, voltou a sua montaria, e alçou vôo. | | | | | | | | Belril estava morto… mas seus homens sobreviveram. | | | | | | | | Enquanto isso, o Nasgûl que dava combate ao Beregorn rosnava como um cão quando a lâmina de Beregorn lhe atingiu, “Quando você estiver a meus pés, lambendo minhas botas, chacal, saberá que foi Dwar, o Senhor dos Cães, quem o domou!” | | | | | | | | O Nazgûl ataca, mirando as pernas de Beregorn com sua morningstar. Ele acerta o joelho, e Beregorn cai ao chão, sentindo uma agonia lacerante. | | | | | | | | Adruran grita para o rei-feiticeiro: “Você não sobreviverá a esta infâmia, escravo da treva. Os homens de Gondor não se curvam ou se amedrontam frente a escória de Mordor. Assim como agora você segura nosso companheiro, seguraremos a sua cabeça neste instante. E depois que acabarmos com você, cuidaremos de seu mestre!“.. Que lhe responde imediatamente: “Não reconhece a morte quando a encontra, fedelho de uma raça que já foi grande? Então venha conhecê-la de perto!” | | | | | | | | Adruran parte com tudo para cima do Rei-Feiticeiro, e o atinge com grande força! Ele de desequilibra, enquanto Adruran continua a golpeá-lo. Andúril mais uma vez acerta o alvo, e Adruran vê a estupefação ceder lugar ao desespero no olhar de seu inimigo, antes de ele se desfazer em chamas e cinzas. | | | | | | | | Os homens de Gondor e de Rohan soltam um grande grito, e as forças da Treva mostram-se abaladas com a morte de seu comandante. Adruran corre em direção à Beregorn para ajudar-lhe. | | | | | | | | Dwar puxa com a mão esquerda sua misericórdia, uma lâmina de Morgul. | | | | | | | | Subitamente, o Nazgûl solta um guincho novamente, mas desta vez de dor e de confusão. A aura verde que cercava os Nazgûl desapareceu, e eles olham para os lados, confusos. | | | | | | | | Do alto da margem do rio, uma saraivada de flechas é disparada contra as costas dos Nazgûl. São os arqueiros de Ithilien, voltando para vingar seu comandante. A faca de Beregorn atinge novamente Dwar de Waw, senhor dos Cães… e o Nazgûl morre vendo seus companheiros caírem sob as flechas dos homens de Ithilien. | | | | | | | | Cavaleiros de Rohan e a Guarda da Cidadela se encontram, e se preparam para dar combate às forças do Inimigo. A batalha ainda não está ganha, e os olhos de Beregorn e de Adruran conseguem ver que o último dos Nazgûl está reorganizando suas tropas no leito do rio. | | | | | | | | Enquanto planejam dar cabo das últimas tropas de Sauron, todos sentem um leve tremor de terra, que vai aumentando de intensidade, interrompendo a batalha. Quando o tremor chega ao auge, as nuvens se abrem, e todos ficam espantados ao verem as estrelas mudando no céu. No leito do rio, o tremor abre uma fenda gigantesca sob as forças de Mordor, que são engolidas pela terra, sob os olhos estarrecidos dos homens do Ocidente. | | | | | | | | Adruran pega seu Palantir, se concentra e grita: “Sauron, o fim de sua loucura se aproxima, senhor da treva. Em breve o empurraremos ao nada, onde poderá passar a eternidade sofrendo pelos tormentos a que submeteu nossa terra. Fuja enquanto há tempo, pois nós não teremos misericórdia ou piedade.” | | | | | | | | Ele então começa os primeiros socorros no joelho bastante machucado do Beregorn. E lhe fala: | | | | | | | | “Beregorn, agora que a luta passou, há algo a esclarecer. Quando Boromir se referiu a “morrer como um verdadeiro rei de Gondor” era clara a intenção dele em dar sua vida para garantir a de sua gente. Sauron estava usando o poder do Anel em conjunto com o palantir de Minas Ithil para controlar pessoalmente suas forças. Boromir, por sua vez, durante anos fez uso do palantir de Minas Tirith para examinar os movimentos de Sauron e sabemos o preço que pagou por isso. O que não sabíamos e ele me disse é que, usando o palantir ele poderia atacá-lo. Foi o seu movimento que criou a distração de Sauron e permitiu que os cinco Nazgûl que estavam junto a você pudessem ser mortos. Com isso ajudou a desorganizar as tropas restantes. Foi pela intervenção de Boromir que tivemos uma vitória tão significativa e tantas vidas foram poupadas. Ele, realmente, morreu como um rei de Gondor.” | | | | | | | | A notícia que Adruran traz sobre Boromir espalha-se rapidamente entre os homens; muitos choram a sua morte. | | | | | | | | Adruran está ajudando a tratar de feridos, quando Faramir chega, acompanhado por Haleth e pelos principais oficiais de Gondor e de Rohan. Adruran se levanta, e Faramir dirige-lhe a palavra. | | | | | | | | “Meu senhor Adruran, da mesma maneira que meu irmão Boromir lhe confiou uma mensagem, confiou a mim uma missão. Conduziu-nos à vitória, como um verdadeiro filho de Isildur. Salve, Adruran Rei!” | | | | | | | | Faramir e todos os demais se ajoelham, e Faramir ergue em suas mãos a Coroa Alada de Gondor. | | | | | | | | Depois Beregorn se dirige à Haleth, se ajoelha perante ela e diz: “Vossa Majestade, tivemos grandes perdas hoje e gostaria de ter sido um Marechal mais capaz, mas espero que aceite tudo o que fiz para o bem da Marca.” | | | | | | | | “Erga-se, Primeiro Marechal da Marca. Seu heroísmo fala por si.”, diz emocionada a rainha de Rohan. | | | | | | | | Beregorn se ergue e diz que está muito honrado de servir tão bravo povo com uma rainha tão graciosa: “Um Viva aos novos reis de Gondor e Rohan! Adruran e Haleth!“. | | | | | | | | “Viva! Viva! VIVA!” Gritam em tom uníssono os homens livres da Terra Média. | | | | | | | | Adruran aceita a coroa que lhe é apresentada por Faramir e, com ela em sua cabeça, pede para aqueles que estão ajoelhados se levantem. Ele diz: “Meus amigos, muito foi conquistado hoje. A era dos Homens não se encerrará com a facilidade que nossos inimigos imaginaram. Mas nosso trabalho ainda segue. Precisamos preparar-nos para prosseguir na luta.” | | | | | | | | Virando-se para Haleth, ele fala: ”“Minha senhora, foi pelo valor de Boromir, Belril e tantos outros que a batalha foi encurtada. Mas a guerra ainda está longe de ser vencida. Ainda agora nossos amigos se debatem com um mal tão grande quanto o que acabamos de vencer. Precisamos juntar-nos a eles para concluir esta missão. Haverá um tempo para celebrações, para reverenciar os mortos, para reconstruir. Mas este tempo ainda não é chegado.‘"" | | | | | | | | As operações finais tomam algum tempo; continua impossível medir a passagem dos dias. | | | | | | | | De volta a Minas Tirith, Boromir recebe as honras fúnebres devidas a um Rei de Gondor, e é sepultado em Rath Dínen. Belril é também sepultado junto aos Grandes de Gondor. O corpo de Ælfric, que também morreu em combate, fica em Rath Dínen, até que as forças de Rohan possam levá-lo para Helm’s Deep. | | | | | | | | Após os funerais, uma das grandes Águias pousa na esplanada em frente à torre de Ecthelion. Em seu bico, uma muda da Árvore Branca, que trouxe do túmulo de Isildur. A muda é recebida com toda a cerimônia, e será plantada onde ficava a árvore queimada quando Minas Tirith foi invadida. | | | | | | | | A Águia ainda traz notícias dos demais grupos em ação por toda Endor. No Norte, os Elfos de Mirkwood e os Anões de Erebor estão perseguindo as últimas forças de Dol Guldur. No Shire, Lotho Sackville-Baggins foi deposto e condenado a ser jardineiro no North Farthing pelo resto de seus dias. A força do Inimigo que sitiava os Portos também foi desbaratada, e os Elfos estão novamente em segurança. | | | | | | | | Mas o Conselho Branco avisa que a pior batalha vai acontecer agora, e informa que seus amigos estão sendo levados agora para Tol Eressëa. As Águias vão levar Beregorn e Adruran para Valinor, pois eles foram banhados pela luz de um Silmaril e não estão sujeitos à Proibição dos Valar. | | +-----------------------+----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+---+ | | | | +-----------------------+----------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------+---+