— Você me ama?

— Muito.

— Então por que não me deixou ganhar o jogo?

“Ó céus!” — diria uma pessoa que conheço.

Com este diálogo real, começo com o que pra mim é primordial nos jogos: BRINCAR.

Brincar é muito sério, pergunte a qualquer criança. E como é bom desfrutar deste sentimento de ser criança independente da idade. Que bom não perder o brilho da curiosidade, da alegria, do frisson, da espontaneidade e de todas as emoções inerentes desta fase da vida. Inclusive a frustração de não ganhar, o “ficar de mal” e ter que aguentar todas as chacotas de quem foi triunfal rsrs. Brincar é estar vivo e desfrutar de tudo que a vida oferece e os jogos têm este poder sobre mim. Estar com pessoas conhecidas, desconhecidas. As crianças, de forma geral, fazem amizade rápido e com facilidade. Com o passar do tempo vamos perdendo esta maravilha e trocamos o estar junto simplesmente pelo julgamento. Os jogos nos ajudam a recobrar esse estado da infância. Quando vemos, estamos rindo, nos divertindo, concentrados no jogo e menos nas pessoas. Brincando mesmo.

Nós não paramos de brincar porque ficamos velhos. Nós ficamos velhos porque paramos de brincar.

— Granville Stanley Hall

Profissionalmente também me beneficio dos jogos. Já utilizei muito em recrutamento de candidatos a vagas de empregos, treinamento de pessoas em empresas, coaching, e ainda como professora universitária.

Os jogos são de extrema importância para observação e avaliação profissional. Nem sempre o que as palavras dizem são coerentes com as atitudes. No ambiente “lúdico” as emoções afloram com muita facilidade. Ansiedade, irritabilidade, alegria, insegurança, excesso de autoconfiança, impaciência com o tempo do outro, por exemplo, são claros principalmente nas comunicações não verbais.

Ao observar estes comportamentos, a análise do processo fica bem mais clara. Facilita, principalmente, por estar se tratando de verificações reais, práticas e não discursivas. Através desta análise fica evidenciada a necessidade de trabalhar vários fatores, tais como, trabalho em equipe, planejamento, organização, treinamento e alcance dos resultados esperados.

Penso que existe um papel fundamental que é de quem CONVIDA as pessoas a jogarem. Aqui tudo pode acontecer, dependendo da sua maturidade.

Fico imaginando o seguinte: se quem orienta um jogo aceita-se como ser imperfeito e se diverte com suas limitações humanas, ajuda muito as pessoas que estão jogando. Traz leveza ao ambiente, permite que as frustações por não ganhar aconteçam naturalmente e vibra com quem conseguiu triunfar.

Já quem é ou está travado consigo mesmo, com um chicote nas mãos a cada erro que comete, segue no sentido contrário. Jogar fica chato, competitivo em excesso e sem alegria. Pesado mesmo. Eu “tô fora”! Perco o encantamento, a luz criativa, o prazer de estar com outras pessoas.

Encerrando, amo jogar, seja numa roda de amigos ou na minha profissão. Sinto os benefícios que advêm deles e principalmente a condição de estar em contato com a minha criança interna e eterna. É muito bom o sentimento de felicidade e de me sentir viva, experimentando minhas emoções com leveza e naturalidade.

Se indico??? Caso você deseje estar inteiro, conectado com um dos seus melhores desempenhos de vida, interessado em aprender sempre e mais, mergulhe de cabeça. Ondas de alegrias estarão te esperando com certeza!!!