Eu não tenho muita certeza, e não faço a mínima ideia do que falo ou do que escrevo, mas posso afirmar que já nasci com um tabuleiro de jogo debaixo do braço. Difícil precisar quando isso começou, talvez aos 6 ou 7 anos de vida. Não se sabe…

Sei que um dia fui um grande magnata das finanças. Comprei prédios, casas, empresas de taxi, taxi aéreo, entre outras propriedades… Tempos áureos que não voltam mais. Fiz diversas viagens pelo mundo e percorri cerca de uns 70 países, muitos dos quais atrasaram a decolagem do meu DC-3 na época. Não existiam aviões a jato ainda… Era um processo embrionário… Aaaa, bons tempos aqueles… Fui à glória dezenas de vezes, assim como pude desvendar por diversas vezes quem assassinou o personagem num determinado local, com uma determinada arma e quem foi o infeliz que o fez.

Mas com o passar do tempo a profissão é passada de pai para filho e pude fugir por várias vezes, (nem sempre) da Scotland Yard. Usei taxi, metrô, balão e ônibus… hahahahaahahaahha… Ingleses sendo sempre os ingleses… Mas as joias da coroa são minhas… kkkkkkkkkkkkkkk Quem venham os 00… Estou te esperando, James!

Entre outras coisa, fui motorista de caminhão. E naquela época, não existia caminhão automático e muito menos com ar condicionado. Viajei por essas estradas sem fim do nosso Brasil varonil, do qual muito me orgulho. Muitas barreiras enfrentei assim como cidades e/ou rodovias bloqueadas pelo oponente… Muita hora nessa calma… Affff

Aventurei-me no campo da medicina, e tinha que salvar e matar um paciente. É verdade… Isso mesmo, salvar e matar o paciente… Uma batalha de vida e morte… Tenso e muito interessante, ao passar pela recepção de jaleco branco e apresentar minhas credenciais estava agora no imediato exercício da profissão. Muito bom…

Eu era jovem quando a primeira guerra estava prestes a estourar e fui para a academia de pilotos. Perdi a conta de quantos inimigos derrubei, mas um único inimigo me deu muito trabalho, meu quartel-mestre, o inglês. Por ele fui derrubado, mas pude equilibrar a guerra assim como ele foi também ao chão por uma dezena de vezes… Fantástico!

Já estava calejado. Fui para Espanha na guerra de Franco, e lá me especializei. Pilotei diversos tipos de aeronaves inclusive as temíveis B-17 que fizemos voar contra a Inglaterra. Fiz parte do KG-200. Como da mesma forma pude ter a honra de ser um dos primeiros a voar o ME-262 e participar posteriormente do projeto HO-229 — Horten. Aeronave magnífica… Sonhos de outrora…

Antes da segunda guerra explodir, eu estava em Berlim. E em 1941 fomos destacados para a frente russa. Eis minha grande chance. Fizemos vários ataques sendo bem sucedidos no início da guerra. Eliminamos a aviação russa. Não eram páreo para os nossos caças ME-109 e ME-110, fizemos um bom estrago. Avançamos pelo norte assim como avançamos pelo sul até tomarmos a Criméia. No entanto a guerra no centro estava complicada. Havia enviado duas unidades para uma missão suicida de cortar o suprimento russo do sul para o norte e afim de evitar os reforços da Sibéria. Nos custou muito, mas conseguimos bloquear essa rota. Moscou já era!

No tocante à invasão da Inglaterra, o cara que mais me deu trabalho foi o marinheiro Malan! Na última bala eu consegui derrubá-lo depois de um árduo combate. A munição acabou… Aaaaaa. Olho para o liquidômetro e vejo que não há como voltar à França. Usando toda a potência do motor Daimler Benz 601 do meu avião, subo o mais alto que posso até acabar o combustível. De repente o motor para, dou nariz em baixo e meu avião se torna um planador, não sei em que nível eu estava, mas pela visão que eu tinha da costa certamente conseguiria chegar… Minutos se passaram e custaram muito a passar até que pude avistar um campo de pouso amigo, esperei até o limite. Trem em baixo, full flaps, pouso seguro… Ufa…! A equipe veio me pegar para me levar para nossa base. Aquele inglês já era! Bebemos muito por isso…

Em duas situações eu estava mais do que preparado para pilotar na Fórmula 1. Com a mais absoluta certeza, muitas vitórias obtive por lá, mas foi em Mônaco que minhas vitórias foram muito significantes. Eu conhecia o carro, os freios e o motor. Nada que pudesse me tirar a vitória. Mas foi na Fórmula Dé que as coisa se complicaram. Foi muito complicado pilotar por lá, lembro-me de algumas vitórias e nada mais.

E no campo da DIPLOMACIA??? Ah! A diplomacia. O Kaiser me incumbiu de uma missão e eu não podia desapontá-lo. A guerra era iminente e diversos acordos e pactos foram celebrados. E é claro que todos foram quebrados. Os embaixadores não eram confiáveis. E eu era??? A guerra se estendia já por um bom tempo até que os aliados resolveram as 5 horas da manhã declarar que nós, os alemães havíamos conquistado a Europa! Uhhaaaaa! E que vitória…

Um alarme havia soado na nave. Aquele maldito som estridente. Consegui alcançar o painel de controle e silenciar aquela merda! Puta qui pariu! O que houve? O que aconteceu? Alguém pode responder???? PPPOOOOOORRRRRRAAAAAAA! Silêncio na ponte. Ninguém falava nada. Foi o momento mais aterrorizante e ensurdecedor da cabine de comando. Ninguém sabia de nada! Mas que inferno… Consultando o computador da nave, descobrimos que havíamos sido invadidos ou contaminados por seres alienígenas. Distribuí a tripulação conforme o layout da nave e fomos combater os seres alienígenas. Por vezes ganhamos, mas de outras vezes só nos restava as cápsulas de sobrevivência… Foi phod@!

Havíamos submergido por causa do mau tempo, e não havia como compensar o curso com aquelas ondas… Poseidon estava irado. Só pode… Passamos boa parte do tempo submerso e na escuta do que quer que fosse. A tempestade passou. Subimos para superfície e pudemos recarregar as baterias assim como renovar o ar a bordo. Depois de um tempo, eis que o rádio nos reporta um comboio no quadrante (XXX XXX) e estava sendo seguido pelo U-XXX . Fizemos os cálculos e partimos para a festa. Horas depois pudemos avistar o maldito comboio. Já está no papo. Durante a aproximação, um dos oficiais avista um CVA, e me pergunta o que era aquilo??? Um porta-aviões, seu imbecil! Alaaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrrrrrrrrrrrmmmmmmmmmmmmeeeeeeee!!! Mergulhamos para fugir de uma possível aeronave daquele porta-aviões… Nesse ínterim, o destroier americano espalha o comboio e se esconde entre eles. Caraca! Assim não dá pra ser feliz… Desgraçado filhu duma phut@!

Não me lembro bem exatamente, mas devia ser perto de 22.000 anos. Eu acho. Anakin Não era nascido até então. O líder do esquadrão, o QM, assim era conhecido por suas estratégias que geralmente davam certo. Usávamos canhões de travar as aeronaves cargueiras. E geralmente conseguíamos nos dar bem nessas missões. Mas, infelizmente, o QM foi seduzido pelo lado negro da força. Perdemos um grande líder, mas certamente ele não viveria muito tempo para se regojizar da nova posição. Morte ao traidor. Eu sabia que ele conhecia os sistemas da nave e muito bem. Entretanto eu ainda estava em fase de adaptação. Mas eu pilotava melhor do que ele. Um instrutor de vôo num passado não muito remoto me disse; “cara, você pousa numa moeda de 1 dolar e volta troco”. Depois de um intenso combate, o QM explodiu…

Atlântico sul, eu estava no comando do Admiral Graf Spee. Estavam no meu encalço três navios ingleses. A batalha foi intensa, fizemos o que toda belonave alemã teria feito, fomos pra cima deles. Não sei quantas salvas disparamos. E não acertamos nenhuma. Mas eu confiava na minha tripulação. Eles eram bons… No meio do combate a ponte de comando explode. Quando eu recobrei a consciência pude perceber que os motores ainda estavam a pleno e os canhões respondiam ao inimigo… Um estranho gosto de sangue na boca pude sentir. Não conseguia me mover. Um cara de branco falava e eu não escutava. Outra sacudida no navio, outra salva de tiro disparada… Tenho sono… Preciso dormir…

O Cel. Krushita nos disse, sejam discretos. E eu respondi que sim. Partimos para mais uma missão num mundo paralelo a serviço da Infinito Limitada. Quem dá bola pra nomes. Éramos um esquadrão formado de militares conceituados da empresa. Cabo Marcos, Sgt Fulanios, Sgt Sicrânios e eu, Ten Erwin Rommel. Do nosso ponto de vista a missão foi um sucesso, mas acho que o Cel. Krushita não gostou muito não… Azar! Eu trouxe o Buick azul com teto de vinil branco. Raridade… Pode babar… Quero ver encontrar algo assim! hahahahahahaha.

Havíamos chegado na estalagem. Um quarto nos foi disponibilizado. Ótimo! Precisava de um banho. Uma parte do grupo foi pra cidade investigar um não sei o que. Ao entrar no quarto, vi uma tina de água até a boca e mais do que depressa, tirei a roupa, peguei meu patinho de borracha e mergulhei. As camas que estavam bem próximo a tina se molharam… Lamento! Fiz pesca submarina, e depois de um tempo, sequei-me. Procurei uma cama seca e fui deitar para dormir. Tempos depois, fui acordado com uma discussão sem fim. Eles não queriam dormir em camas molhadas… E eu com isso??? Deu ruim. Eis que a guerra de travesseiro começou… Até os dias de hoje ainda encontro penas no meu cabelo… Arghhhhh.

O que? O multipatas??? Para! Fala sério! Pedi o manual do operação daquela coisa e o manual dizia, instrumento, painel, pedal, mostrador, luz de alerta… PORRA! Que merda é essa??? Eis que o computador da cidade me indaga, não está do seu agrado cidadão? E eu respondo que sim. Tivemos que pilotar aquele monstrengo idiota que na hora em que mais precisávamos o idiota entra em estado de hibernação. Quando, depois de tudo resolvido, o babaca acorda e fala, “e aí gente? Perdi alguma coisa?“. Como a educação não me permite falar coisas obscenas, eu não resisti, “vai tomar nu cú seu filhu duma puta”!

Segundo uma grande amiga minha, há uma linha muito tênue entre a realidade e o outro mundo. Não importa se é tabuleiro ou de computador… Oh Nooo! O que vale é que nesse mundo você é o cara! Sem viajar na maionese, evidentemente.

O jogo é para a diversão. Seja na conquista do mundo, seja numa campanha de RPG, seja a bordo da Galáctica ou dentro de uma carroça desbravando o oeste americano. Colonizando marte talvez? Não importa. O que importa é você se colocar lá. Se o seu mestre de jogo (RPG) te colocar naquele mundo cara, reverencia ele. Pois o meu mestre é o cara! O dia que você sentir o cheiro do mar, o cheiro de um churrasco, o cheiro enjoado de uma taverna, ou mesmo do ar puro de uma floresta, então meu caro jovem jogador… O seu mestre é o cara. Vai por mim…

Resumidamente, o que é o jogo? É um momento em que essa atual realidade não mais existe. Quando você puder perceber isso meu amigo (a) você está apto a entrar no mundo em que a imaginação é o limite.