Olá, me chamo Adriana e sou jogadora frequente e entusiasta dos jogos de tabuleiro.

Minha vida de jogadora começou bem cedo, não sei nem precisar quando exatamente. Só sei que minha mãe sempre conta a história de que quando eu tinha seis anos pedi que ela me ensinasse a jogar Buraco, um hábito dela, e ela disse que eu não conseguiria, era muito nova; insisti, ela cedeu, e ganhei na primeira partida. Pelo menos é o que ela diz, sabe como é mãe, né? Exagero ou não sobre meus dotes de jogadora, o fato é que aos seis anos eu já jogava com os “grandes”. Escrevendo agora penso que isso talvez seja um fator que tenha influenciado meu apreço pela mesa de jogo: como filha (muito) mais nova de três irmãos, minha opinião nunca valia muita coisa na minha casa, mas no jogo não tinha essa, eu era igual a todo mundo.

Quando foi minha vez de ser mãe, fiz o que eu tinha aprendido lá atrás e logo cedo comecei a jogar com meu filho. Mico, Dominó, Memória… o que fosse adequado para as idades dele ao longo do seu crescimento e eu conhecesse ou encontrasse em alguma loja por aí, a gente jogava. Hoje ele tem 13 anos e é um adversário de peso em qualquer jogo de tabuleiro.

Minha mãe era, e aos 91 anos ainda é, competitiva, eu sou competitiva e meu filho não teve nem chance de aprender algo diferente, é competitivo também. Apesar de toda essa competitividade, jogar une a família, e não só fisicamente. O jogo nos faz estar presentes, compartilhando o momento e sentindo a presença uns dos outros, sem distração de celular, televisão ou qualquer outra perturbação externa.

Hoje em dia meu grupo de jogo, que congrega meu marido, meu filho e um casal de amigos, além de mim, claro, se reúne uma vez a cada quinze dias, aos sábados. A coleção de jogos aumentou, a complexidade dos jogos nem se fala, porém, aquela sensação boa de compartilhar a mesa com pessoas queridas permanece.