Jogos significam para mim apenas diversão, estando eu desenvolvendo ou apenas jogando. Para mim, toda vez que eu jogo algo estou analisando alguma coisa — sejam mecânicas, aspectos gráficos, a atuação do meu oponente, ou qualquer outra coisa. Não jogo sem analisar, muito menos sem procurar aprender algo com uma jogada ou mesmo com o jogo como ele é.

Para mim, jogar é, simultaneamente, um prazer e um grande incômodo. Não consigo jogar sem estar me perguntando se a jogada que fiz realmente foi a melhor. Talvez isso se deva ao fato de eu estar, sempre, procurando as melhores jogadas para os fatos que acontecem em toda a minha vida.

Cada jogo, entretanto, interpreto de uma maneira distinta. Um jogo digital, por exemplo, interpreto como um desafio pessoal — eu contra eu mesmo. Já um jogo de tabuleiro, uma vez que sua mecânica deve ser executada pelo próprio usuário, considero ao mesmo tempo um desafio à minha inteligência e, principalmente, ao meu caráter.