Toda criança cria novos mundos de fantasia, no princípio a exploração é solitária porém logo ela descobre que existem outros lugares além daqueles que criou, eles estão na imaginação dos colegas de brincadeiras que gentilmente compartilham seus próprios mundos. Logo este universo é ampliado com a ajuda dos desenhos animados, do cinema, das histórias em quadrinhos e de todas as outras fontes geradas pela imaginação humana. E as crianças brincam, e quando brincam inventam regras, algumas facilmente acordadas, outras nem tanto, para tanto negociam, barganham, discutem, e aí começam os jogos, eles criam jogos, aprendem e ensinam e se divertem.

Jogar para mim é uma forma de compartilhar bons momentos com os amigos, de desafiar o conhecimento e as habilidades, uma oportunidade de ensinar e aprender. Desde cedo jogos me fascinam, existe um prazer inerente na atividade de jogar que senti desde a primeira partida de jogo da memória com os meus pais e que apenas cresceu com as partidas de Dominó, de Damas, de Xadrez, e com os mais diversos jogos de tabuleiro descobri na minha infância, como War ou Banco Imobiliário. Logo depois vivi o momento da popularização dos jogos eletrônicos e dos jogos de interpretação, ou RPGs e suas variações. Este passatempo fascinante me permitiu conhecer muitas pessoas e fazer grandes amigos que me apresentaram ainda mais jogos, sejam de estratégia, sejam de RPG, jogos mais complexos e também jogos simples, seja no meio físico ou digital, presencialmente ou a distância.

Hoje tenho minha própria família, minha esposa e meus dois filhos que ainda estão na infância jogam comigo, cultivamos bastante esse nosso momento juntos no meio de tantas atividades da atribulada vida moderna e se o tempo ainda permite reunimos os amigos, muitos deles inclusive que conheci através dos jogos, para partidas. Através dos jogos vivemos momentos de interação, seja com nossas famílias ou com novos e antigos amigos, jogar não é apenas coisa de criança é muito mais, faz parte do que é ser humano.