De onde vem meu interesse em jogos? Talvez do fato de ter aprendido números aos 3 anos com um baralho perdido em casa passando logo em seguida às operações básicas de soma e subtração. O carteado sempre foi um hábito na família, então roubar montinhos levou ao 8 maluco que levou à Caxeta e ao Buraco. Damas, Ludo, Xadrez, Truco e, ao contrário do Banco Imobiliário, ganhei um Petrópolis ali pelos meus 8 ou 9 anos. Jogos sempre foram um desafio e exercícios de lógica a serem dominados e espaços de socialização com amigos e família. Mesma coisa na casa de amigos onde os exércitos napoleônicos se misturavam às peças de um Diplomacia (que nunca joguei).

Tive a sorte de pegar o melhor período da Grow na transição da infância para a adolescência numa família que estimulava o lúdico indo das palavras cruzadas ao War II (curiosamente o warzinho mesmo só vim a ter uma cópia já na faculdade). Então aguardávamos ansiosos os lançamentos de cada ano: Cartel, Alerta Vermelho, Contatos Cósmicos, o Escrete e tantos outros jogos que passaram por nossas mãos ávidas.

Jogos sempre foram pra mim motivo de profunda diversão. Seja nas intermináveis partidas de War (que hoje desdenharia, mas que teve seu tempo na faculdade) seja nas parcerias do Bridge que joguei bastante também no período da faculdade e ainda jogava quando me deparei com os eurogames modernos, na figura de um Catan trazido dos EUA por um cunhado de ocasião em 2003, iniciando o processo no qual voltei aos tabuleiros com o apoio dos sites especializados como a saudosa Ilha do Tabuleiro e nosso onipresente BGG.

A isso se somaram alguns membros da comunidade de jogadores de tabuleiro aqui de Brasília, para onde mudei em 2009, e os filhos e esposa que hoje são meus principais parceiros de jogatina. Jogar é uma das formas de diversão que mais aprecio como alguém que desfruta do convívio social e do desafio intelectual que nos propiciam os jogos dos mais singelos (iniciando as crianças a um Carcassonne) aos mais complexos (partiu 18xx?). Aos poucos aprendi que prefiro jogos em que o elemento sorte seja mitigado, mas na mesa certa ainda me divirto com a imponderável rolagem dos dados.

Enfim. Bora para a mesa e carpe diem.