Possibilidade. Abandonar o arco geral do ataque à democracia e passar a aplicar diretamente os conceitos do HR a pontos específicos da sociedade. Deixar os ataques para a parte final. Ao invés de preparar o terreno conceitual, ir tratando de micro casos antes de passar ao macro.
Título
LCD Priv, [16/01/2023 17:08]
Vidas em jogo.
Entendendo o ataque às democracias pelas suas regras
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Release.
Introdução rememorando Hr sem grandes detalhes, key points, leia lá para mais detalhes.
LCD Priv, [22/01/2023 09:55]
Pensando na conversa com o Diego, sobre a Maria querendo saber porque não temos tudo o que queremos: eu respondi que a vida é como um jogo, que tem graça quando é difícil — e me dei conta de que o jogo é como a vida, é uma ferramenta criada por nossa espécie à imagem e semelhança da vida.
LCD Priv, [22/01/2023 09:56]
Nem poderia ser diferente: ele não foi pensado assim, mas ele aconteceu assim porque é o que vemos. Como toda obra de arte, ele mostra o que percebemos sobre a vida.
Jogos cooperativos
LCD Priv, [17/01/2023 15:55]
Explicar jogos cooperativos, mostrar que são familiares -- parcerias, equipes.
Os modernos jogos cooperativos têm uma inovação: uma AI como adversária.
Expectativas
Quais as expectativas que temos sobre o nosso Estado? Inclusividade e exclusividade, por exemplo. Crime e castigo.
Implementação
De que adianta haver uma regra que não é implementada?
Que direito à vida tem alguém morrendo?
Por que o Estado não faz o ajuste anual dos vencimentos dos servidores?
Dinheiro
Uso de dinheiro público?
Comunicação
transparência e comunicação em cooperativos. transformar o jogo da democracia de cooperativo em competitivo!
Transgressões
Estudar a natureza das regras pelas suas transgressões. Em HR, isso ajudou a ver as diferenças entre regras constitutivas e regras operacionais. Presente nas frases “não se faz” e “é ilegal”.
Lógica
Ser não lógico não é o mesmo que se deixar levar pelas emoções de forma descontrolada.
Nossa ficção está cheia de personagens Spock, que são lógicos e se surpreendem com as emoções humanas.
Estas emoções são razoáveis. Com elas, sabemos como reagir a perigos e a outros desafios que o nosso mundo nos coloca.
Mas estas ficções são recentes. Por quê?
Porque, em tempos muito recentes, conseguimos ver regimes totalitários — tanto em sua ação quanto em suas pretensões.
Vemos regimes que querem transformar as pessoas em máquinas, e assim imaginamos o pensamento maquinal.
Verificar os moradores da Utopia.
Somente muito recentemente é que, como povo, adquirimos uma fatia maior de agência sobre as regras, bem como a consciência do Poder; e, ao mesmo tempo, vimos surgirem maneiras mais eficazes de restringi-la.
É interessante que as maneiras mais eficientes não são as que vencem, mas as que nos convencem a abdicar da agência. Aí está De la Boétie novamente.
As media sociais nos transformaram em máquinas componentes da grande máquina de autoperpetuação de um modelo desastroso. É o modelo do vírus português. Nós nos condicionamos.
A lógica é a regra do pensamento. Desrespeitar a lógica pode levar a desastres, mas como em toda norma precisamos saber transgredir e quando transgredir!
A lógica não tem respostas para dilemas morais. Nem pode ter — porque os pressupostos, as expectativas, estão fora do seu sistema. Ela tem apenas regras formais, mas as regras formais precisam de regras informais para poderem funcionar.
A geometria precisa dos postulados de fora. A lei precisa do que está fora dela. Senão seria um sistema fechado — mas não teria qualquer utilidade assim! Nós queremos que seja um sistema aberto — queremos que o Círculo Mágico seja poroso.
É por isso que o sistema jurídico nunca será lógico.
Consequências não têm nada de lógico. A lógica é a regra do pensamento, as consequências são a ação do mundo.
Escolhas “erradas”, transgressões erradas, levam a desastre. Por isso precisamos aprender a usar as transgressões, não a erradicá-las. Isso sim seria criar máquinas.
LCD Priv, [28/01/2023 17:59]
As pessoas não são lógicas. É fácil achar que precisam ser lógicas. Mas cada um de nós tem pressupostos diferentes. Todo sistema lógico tem pressupostos — ou postulados, no caso da Geometria, afirmações que não são provadas, mas que servem como base para todo o sistema.
Lourdes
Luiz Cláudio, [02/02/2023 08:06]
Não sei se é por causa ou apesar da ansiedade, mas estou me sentindo em um verdadeiro turbilhão criativo nestes últimos dias. A programação está indo bem, o livro também — e hoje de madrugada tive um insight arrebatador, que corri para anotar: é o esboço da conclusão do livro, e é uma ideia poderosa!
Lourdes Tavares (Marista), [02/02/2023 17:12]
Coisa boa, heim, esse turbilhão de ideias!!!
Lourdes Tavares (Marista), [02/02/2023 17:12]
Qual o insight???
Lourdes Tavares (Marista), [02/02/2023 17:13]
Ou é segredo ainda?
Luiz Cláudio, [02/02/2023 17:13]
Nâo quero fazer mistério, mas ele é um tanto extenso. Você leu a parte no Homo regulans na qual eu trato de regras informais?
Lourdes Tavares (Marista), [02/02/2023 17:14]
Sim
Luiz Cláudio, [02/02/2023 17:16]
O que eu me dei conta, hoje, é que as regras formais dependem das regras informais para poderem funcionar. Não podem funcionar isoladamente, da mesma maneira que um sistema lógico precisa de postulados externos a ele. Por exemplo, a geometria de Euclides parte de cinco postulados, que não podem ser provados, vêm de fora da geometria. As regras informais realizam este papel para as regras formais.
Luiz Cláudio, [02/02/2023 17:16]
Uma das consequências disso é que o sistema jurídico nunca poderá ser tratado apenas como um sistema lógico.
Luiz Cláudio, [02/02/2023 17:21]
Isso foi muito sumário... eu vou ter que me estender por algumas páginas nesta conclusão.
Além das regras
Marcelo:
Tb concordo! O argumento dela é que, como sabemos o que é ditadura, reagimos depressa.
É claro que há vários problemas na própria reação. Alexandre de Moraes não podia estar fazendo nada do que tem feito.
Correto. Mas como reagir a quem usa a lei para transgredi-la? É um paradoxo. É necessário ir além da lei.
Ação do Estado. São pessoas. Sempre.
A lei adquire um caráter sacro. Mas a lei é criada e realizada por pessoas.
Isso pode ir para o final do livro.
Agência
https://acoup.blog/2023/01/27/collections-the-nitpicks-of-power-part-ii-falling-towers/
Algo a explorar. Devereaux falando em Rings of Power.
“The moment the audience feels like the battle’s decision depends entirely on the whim of the storyteller, disconnected from anyone’s actions, those actions stop mattering and the audience loses investment in the battle. ”
Agency by proxy ainda é sentida como agência.
O mesmo acontece nas democracias.
É necessário perceber uma relação de causa e efeito. Ou ao menos imaginá-la.
Pessoas e leis
LCD Priv, [29/01/2023 06:51]
Pessoas. Temos que pensar em pessoas antes de pensarmos em leis.
LCD Priv, [29/01/2023 06:53]
Primeira parte: ao invés de regras constitutivas, regras simplesmente.
Segunda parte: os efeitos das regras. Como o efeito retórico? Provavelmente posso encaixar transgressões aqui.
Hm Não efeito, mas as regras em ação.
LCD Priv, [06/02/2023 11:12]
Terceira parte. Mais discussões sobre a natureza das regras Retórica. Impacto da autoridade. Terminar com a lógica.
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isso tem um lado hipócrita, de a sociedade dizer uma coisa e fazer outra (racismo, sexismo)
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mas também tem o lado do exemplo
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as regras informais dão a estrutura onde funciona a regra formal, e não o contrário
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ir conduzindo o texto para Trump e Bolsonaro
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o caso do jeitinho mostra o que acontece quando a regra informal ataca a regra formal; Trump e Bolsonaro mostram o que acontece quando a regra formal é usada para atacar a regra informal
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gancho para a 3a parte, sobre lógica
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os pressupostos do sistema: os agentes públicos procuram seu interesse, mas ao mesmo tempo procuram o bem comum, ao menos em parte
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os pressupostos: o jogo será competitivo
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os pressupostos: ninguém quer destruir o jogo
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os pressupostos: ninguém quer causar mal
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transformar a competição em colaboração já existe há décadas, e criou o leito onde se desenvolve a crise: democracies do not deliver what they promise
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a transgressão deste pressuposto permitiu o fomento da transgressão aos outros pressupostos
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não é novidade: Weimar era desprezada mesmo pelos seus líderes — tanto é que Papen e outros foram a Nuremberg
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pressupostos do sistema: comunicações
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uma sociedade destruidora é não-funcional
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mas agora consegue existir, e prosperar, graças às comunicações
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continua sendo não-funcional, como um vírus que mata o organismo hospedeiro, mas agora consegue fazer isso mais longe
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a crise das comunicações foi favorecida por tecnologia, mas não será resolvida por tecnologia
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quando algo é possível, vai acontecer
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as mudanças precisam acontecer nas pessoas e não nas tecnologias
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a frase de Bismarck sobre professores e guerras
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é da natureza dos professores perpetuarem as estruturas — por isso são uma das fontes de legitimidade das regras informais
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mas — como espécie! — nós precisamos de transgressões, e estas provêm do pensamento livre e questionador
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mas também é da natureza dos professores questionar, por isso são perseguidos
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Retomar a questão dos tipos de mentiras ao discutir liberdade de expressão
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Aliás, este caso mostra que leis específicas demais podem ser tão problemáticas quanto leis amplas demais. O caso do corte com faca de bronze.
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A falácia do positivismo. Aferrar-se a regras formais e desprezar informais transgride a legitimidade das primeiras
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por isso, falar em lógica é uma falácia
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a própria lógica é um ordenamento do pensamento — regras!
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se a lógica governasse, não haveria rejeição a fatos e a argumentos lógicos
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fórmulas mágicas, performativas
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silenciar sobre Deus é percebido como um enunciado
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isso evidencia a relevância de quem ouve