Tenho a impressão que matei a charada sobre aquele trecho do Huizinga que me fascina, sobre os grupos de jogadores tenderem a se tornar permanentes. A chave é entender o jogo como uma linguagem compartilhada — melhor ainda, entender o jogar como uma linguagem compartilhada. É o que os aficionados chamam de group thinking, um grupo de jogadores tende a ter comportamentos esperados (por exemplo, Marcelo chora e trai, CL enrola). E a base de qualquer grupo social é o compartilhamento de experiências, especialmente quando acompanhadas por um investimento emocional (nem ideia de quais são os hormônios envolvidos nisso, mas deve haver alguns), mediado por uma linguagem comum!