Tiago, ando acalentando uma ideia, me diga o que você acha dela em termos de viabilidade.

Existem muitas ambientações históricas com grande potencial para cenários ou campanhas de RPG. Mas são muito pouco exploradas. Mesmo locais mais “populares”, como Egito ou Grécia, têm apenas uma meia dúzia de suplementos publicados em décadas.

O caso é que escrever um suplemento como GURPS Greece dá um trabalho cachorro — pela extensão do texto, pela pesquisa, e assim por diante. E certamente o retorno é reduzido.

O que eu pensei foi uma mudança de foco. Pegar algum microcenário e escrever uma pequena monografia sobre ele. Algo com dez ou doze páginas. Por exemplo, falar sobre Shanghai nos anos 1920, quando era um foco de crime, intriga e espionagem internacionais. Ou falar sobre os ministeriales, que no Sacro Império Germânico medieval eram uma classe de cavaleiros, que tinham status social de nobres, mas legalmente eram servos. Ou ainda tratar da Ordem de Santa Maria da Torre, uma das ordens militares medievais que aceitava mulheres em suas fileiras.

Pensei nisso quando li as guidelines na página da Secular, falando que algo como “fantasia medieval está muito batida”. Concordo, está mesmo. Mas, mesmo ficando no mundo medieval, há muita coisa real que pode ser explorada.