Interessante. Cada vez mais existe o uso de code words / gestures por parte de grupos com atuação à margem da sociedade.

Steve Bannon usa palavras referentes à vingança confederada: https://www.theguardian.com/books/2023/nov/02/steve-bannon-book-trump-speech

Os neonazistas têm uma série de códigos para se identificarem.

O assessor de Bolsonaro que fez um gesto supremacista.

Os criminosos usam códigos para suas facções. https://www.theguardian.com/world/2023/nov/11/pcc-brazil-drug-trade-gang

O interessante, aqui, é o seguinte: em tempos passados, o uso de códigos era secreto. Penso no peixe cristão. Era uma forma de procurar alcançar confrades em uma sociedade repressora. Eles deixaram de ser necessários à medida que a sociedade deixou de ser repressora (por isso nunca sumiram no contexto criminal).

Hoje, no estado de direito, no qual há ampla liberdade de expressão, em princípio eles não seriam necessários. Mas há um ingrediente novo: o gigantesco alcance dos meios de comunicação. Agora, os códigos são usados às claras, mas para mandar mensagens que apenas os iniciados vão entender. Desta maneira, eles conseguem crescer às escondidas, e reforçam o discurso mentiroso de que são inocentes.