Luiz Cláudio, [17/03/2023 19:53]
    Assim como em um jogo, o sistema do jogo do Estado não é estanque, o círculo mágico é poroso. Isso quer dizer que o cidadão votante continua a ser um empregado... um subordinado... um fraco. Mas a legitimidade está lá, presente — ainda que apenas em espírito.

Mas há uma questão mais relevante que a legitimidade: a agência. Se o cidadão sente que sua agência é reduzida ou inexistente, a legitimidade rui imediatamente.

    Luiz Cláudio, [17/03/2023 19:59]
    Os criadores das democracias modernas olhavam para as fontes clássicas — Aristóteles, Políbio, Tucídides — e procuravam nelas uma maneira de recriar o que percebiam como o melhor das antigas polities.

A recepção de Grécia e Roma pelos revolucionários. Imposição de regras formais! Sem considerar regras informais, muito menos as circunstâncias completamente distintas dos modelos históricos. Outros tempos, outros mundos.

Mas eles se preocupavam com os problemas apontados por aqueles pensadores — como stasis, ou tiranias. Mesmo que estes problemas não fossem diretamente relevantes para os novos estados.

É como se buscássemos as formas originais do Jogo Real de Ur para reformar o Gamão.

Junte a isso o fato de que a capacidade de comunicação já havia aumentado significativamente, e explodiu desde então, e descobrimos que aquela visão estava perigosamente defasada.

No entanto, as democracias contemporâneas também têm influências mais atuais. Por exemplo, a capacidade de autocorreção, compartilhada com o método científico contemporâneo. Com todos os seus defeitos…