Inverter a lógica do worker placement

Pensar em workers e não em gerentes

Um novo jogo da vida?

Condições de vitória diferenciadas

Várias métricas: felicidade, dinheiro, saúde, outras

Qualquer delas pode ser usada para determinar vitória

Conversa na Ludus Magisterium

Eu

Bom dia, pessoal. Lançando uma provocação aqui… Hoje li uma matéria, publicada em El País há dois anos:

https://brasil.elpais.com/eps/2021-08-20/o-que-ocorre-em-nosso-cerebro-ao-ler-um-romance.html

A matéria refere a pesquisa do prof. Keith Oatley, da Universidade de Toronto. Sua página ( https://utoronto.academia.edu/Oatley ) tem vários artigos publicados sobre os efeitos mentais da leitura da ficção.

Um trecho em especial, no texto em El País, me chamou a atenção:

“A pesquisa de Oatley confirma o que Stevenson disse: ao compartilhar indiretamente as sutilezas e atribulações da história, e ao fazer inferências sobre o desenvolvimento da trama, o leitor expande sua empatia. Ou seja, alinhamos nossas emoções e pensamentos com os dos personagens. Com imagens de ressonância magnética funcional, comprovou-se que quando as pessoas leem que descrevem uma ação, como ‘subindo as escadas’, a leitura leva à simulação do conteúdo motor e emocional no cérebro, acompanhada por mudanças nas regiões cerebrais que provocam a ação, como se o leitor a estivesse realizando.”

Pensei de imediato: isso acontece com jogos?

Geraldo Xexéo

Não tenho dúvidas que sim, provavelmente com muito mais força, ou talvez com uma facilidade maior. E principalmente com os mundos virtuais nos jogos.

Alias, muito obrigado pela referência, vou investigar esse assunto, ou melhor, vou passar para um aluno estudando essas coisas.

Divagando teoricamente.

Tudo deve depender da sua capacidade de se projetar no personagem, abandonando a perspectiva de espectador. Então deve haver uma espécie de “limiar” onde esses efeitos passam a valer, e isso deve ser muito mais baixo para um jogo do que para o cinema do que para a TV do que para livros.

Provavelmente o fator mais importante para a total empatia é a imersão, mas posso estar dando voltas porque isso seria o mesmo, mas então corrijo para a affordance da imersão. Depois questões mais pessoais.

Macário Carvalho Júnior

Muito interessante sua indagação, Luiz Cláudio

Uma das preocupações com os jogos de alocação de trabalhadores vai nessa linha: esses jogos tratam trabalhadores, logo as pessoas, como uma mercadoria a mais. Assim, na linha de Oatley, podem contribuir para desumanizar o trabalhador manual.

O resultado de se jogar mutio esses tipo de jogo é que o trabalho gerencial e/ou intelectual tende a ser cada vez mais valorizado, o que não é ruim, mas o trabalho manual tende a ser naturalizado como aceitável mesmo em condições indignas. Lembremo-nos das polêmicas envolvendo Puerto Rico e Catan que ao invés de promover o debate sobre a natureza do trabalho levaram/levarão a modificações pouco substanciais nos títulos.

Jeferson Antunes

Pesquisa do White já trabalhou isso

tem lá na minha tese o cruzamento com a neurociência que explica essa questão

Não, não explica. Mais uma dose de arrogância deste camarada. E a única referência de White que ele cita é um esboço históricos dos RPGs.