Muitas obras de arte são estáticas. Se eu leio um livro, e volto a lê-lo anos depois, eu-leitor terei mudado, mas não o livro.

O mais das vezes, jogos não são assim. Caveat: jogos singulares (ou seja, para apenas uma pessoa) e determinísticos (ou seja, sem elementos aleatórios) oferecem sempre as mesmas condições; se o jogador realizar sempre as mesmas ações, o resultado também será sempre o mesmo.

De forma geral, cada partida de um jogo é diferente de outras. Isso chega a ser percebido como um traço de qualidade de um jogo, a “rejogabilidade” (replayability).

Há várias outras obras de arte que não são estáticas. Nas artes visuais, isso acontece em instalações interativas, por exemplo. As artes performáticas e cênicas, por sua natureza, também são dinâmicas.

Mas é interessante notar que há pessoas que querem o estático… que se irritam se uma performance não coincide com a sua visão de como ela “deve ser”.

Cf. o caso do papai, jogando World Cup: “não foi isso que aconteceu!”, e “por que jogar, se eu já sei o resultado da Copa?”