Anotações para minha participação em uma mesa-redonda no Congresso de Neuropsicologia do Paraná, em 2022.

Como qualquer ferramenta, é necessário conhecer as suas capacidades. Mas é ainda mais importante conhecer as suas limitações.

O ponto mais importante: o jogo é o que fazemos dele. Não existe polícia do jogo. O caso das filhas do Marcelo.

O que o jogo traz para a Neuropsicologia?

Vamos falar um pouco de alguns aspectos do jogo que têm mais a ver com as pessoas que os jogam.

Por que se joga?

Nós sempre procuramos fazer que o jogo tenha graça.

Mas pode não ser este o motivo de estarmos jogando.

O motivo pode ser muito variado. E nem sempre o jogo será uma atividade voluntária, por mais que este seja o ideal.

Com quem se joga?

Até o advento dos jogos digitais, jogava-se com quem se conhecia. Família, amigos, colegas.

Minha experiência (o caso do rim) era sui generis.

Com os jogos digitais, joga-se com qualquer pessoa, e deixamos de ter o contato pessoal com elas.

O caso da entrada na zona de conforto.

Máscaras e o Círculo mágico

Quando entramos no Círculo Mágico, envergamos máscaras e, para isso, deixamos outras máscaras de lado.

Será que o jogo tem que ser imprevisível?

O resultado do jogo deve ser imprevisível. Mas será como o caso do jogo voluntário? Ou seja, ideal mas nem sempre acontece?

A hipótese sobre a Lilah.

Um ato cooperativo fundamental

Por mais competitivo que seja, todo jogo parte de uma base de cooperação.

Uma forma de arte e uma linguagem

O jogo é uma forma de arte. Como toda forma de arte, ele consegue inspirar e expressar emoções (claro, algumas melhor que outras). Alegria, claro. Ansiedade — Strahd e Grace Under Pressure. Competitividade.

O caso do Train.

Mas ele vai além de outras formas de arte, porque o jogo consegue expressar relações. E mais: faz isso de forma a expressar uma gestalt.

Expressa relações sobre o que outras pessoas pensam sobre o seu tema; e sobre as pessoas que o jogam.

Qual o produto de um bom jogo?

Como um método de pesquisa, o jogo é utilizado por psicólogos, educadores e sociólogos, interessados em como as pessoas aprendem e jogam, e também por pesquisadores operacionais, outros analistas e tomadores de decisões, interessados em desenvolver, explorar e testar políticas, estratégias, hipóteses e outras ideias. […] Ao contrário de outras técnicas de análise, o jogo não é um método para conseguir soluções. O produto de um jogo não é uma previsão ou predição, uma solução ou uma validação rigorosa. O produto de um bom jogo é o aumento da compreensão.

William Schwabe, “An Introduction to Analytic Gaming” (1994)