title: “Zones of Control: Perspectives on Wargaming” created: “2016” author: “Pat Harrigan e Matthew G. Kirschenbaum (eds.)”
A estratégia do general William Westmoreland sempre tinha sido a de usar as tropas americanas como um escudo, atrás do qual as forças do exército sul-vietnamita poderiam atuar para restabelecer a segurança. O general nunca conseguiu entender inteiramente que aquela guerra estava sendo combatida em pontos e não ao longo de linhas. Com o apoio da população, ou mesmo sua neutralidade, as forças inimigas podiam se dividir em unidades menores e ir a qualquer lugar do interior, circunavegando as bases do “Mundo Livre”. Westmoreland estava tentando jogar Xadrez, mas seu inimigo estava jogando Go.
— Frances FitzGerald, Fire in the Lake
Em 1961, Charles S. Roberts e a Avalon Hill --- a companhia que ele fundara sete anos antes, em Baltimore, Maryland --- publicaram quatro jogos de tabuleiro que tinham algumas características comuns. Todos os quatro se baseavam em tópicos da história militar; na verdade, três deles diziam respeito à Guerra Civil dos EUA, cujo centenário acontecia naquele ano (o outro jogo era D_Day). Cada um deles incluía uma cartela de peças em papel cartão, para serem destacadas, geralmente com meia polegada de lado e impressas em duas cores, representando as unidades militares que haviam participado daquelas batalhas e campanhas. Todos eles incluíam algo chamado Tabela de Resultados de Combate, usada para decidir o resultado de batalhas individuais, dentro de uma escala probabilística, com base no rolar de um dado.