Dia de sincronicidades, ontem. Ao almoço, conheci Circe, a esposa da Melody. Durante a conversa, ela mencionou a pesquisa da profa. Clarisse Sieckenius de Souza, da PUCRJ. A professora Clarisse desenvolveu o conceito de Engenharia semiótica, defendendo que os Designers de um sistema de informação são parte de uma comunicação com respeito aos seus usuários. Isso espelha diretamente a minha posição sobre os Designers de Jogos. Baixei vários livros e artigos sobre o tema, e vou examiná-los.

Depois que retornei a casa, li um interessantíssimo artigo no MIT Technology Review. Cito trechos da newsletter que o apresentou:

Natural-language processing (NLP) algorithms are now able to generate protein sequences and predict virus mutations, including key changes that help the coronavirus evade the immune system. The crucial insight making this possible is that many properties of biological systems can be interpreted in terms of words and sentences. […] The researchers use two different linguistic concepts: grammar and semantics (or meaning). The genetic or evolutionary fitness of a virus—characteristics such as how good it is at infecting a host—can be interpreted in terms of grammatical correctness. A successful, infectious virus is grammatically correct; an unsuccessful one is not.

https://www.technologyreview.com/2021/01/14/1016162/ai-language-nlp-coronavirus-hiv-flu-mutations-antinbodies-immune-vaccines/

O estudo mencionado no artigo está em https://science.sciencemag.org/content/371/6526/284.

Acrescentei dos comentários, ao enviar este texto para Bira e Marcelo:

O interessante é que, em 2018, eu propus um estudo sobre jogos exatamente nestas linhas — definindo sua gramática, com morfologia, sintaxe, semântica e pragmática. À época, a banca do doutorado em Linguística rejeitou o projeto.

À época, a Adelaide ficou furiosa com os colegas. Algum tempo depois, a colega dela que era a coordenadora foi a uma reunião qualquer em minha casa, e saiu-se com a explicação que eu é que não tinha sido aprovado, ao invés de rejeitarem o meu projeto — afinal, como eu não tinha formação em Linguística, eles teriam que me dar esta formação, e isso seria impossível no tempo de um doutorado. Adelaide ficou ainda mais irritada, dizendo (não para a colega, mas para mim) que, se fosse assim, era melhor colocar no edital que somente mestres em Linguística podiam se candidatar — o que não era o caso…