Um camarada estava em uma loja de animais, pensando em levar um para sua casa. Reparou em um belo papagaio, com linda plumagem, em um poleiro; mas surpreendeu-se ao ler em uma plaquinha que o animal não tinha as patas. Em voz alta, ele falou:

“O que será que houve com este papagaio para ele não ter pernas?”

Para sua surpresa, o próprio papagaio respondeu:

“Eu nasci assim, cara. É um defeito de nascença.”

“Uau! Você entendeu o que eu falei e respondeu direitinho!”

“Para seu governo, eu sou um papagaio muito inteligente e culto.”

“Sei. Então me explica como é que você fica equilibrado no poleiro, se não tem patas.”

“Olha, isso é embaraçoso. Eu uso o meu pênis, enrolado em volta do poleiro.”

“Puxa! Eu simpatizei com você, pena que você custe tão caro.”

O papagaio olhou para um lado e para outro, e fez um gesto com a ponta da asa, convidando o camarada a se aproximar. Falou em voz mais baixa.

“Olha, eu acho que você pode regatear, já que eu não tenho as patas.”

“É uma ideia. Vou tentar.”

Dito e feito. O camarada realmente conseguiu baixar bastante o preço do papagaio, e o levou para casa. Lá ele se tornou a sensação, encantando também a esposa e os amigos do seu comprador, com sua conversa eloquente e culta.

Um dia, ao chegar do trabalho, o camarada viu o papagaio em seu poleiro, e se surpreendeu quando ele olhou para um lado e outro, e fez um gesto com a ponta da asa, chamando-o para perto. Quando ele se aproximou, o papagaio começou a lhe falar em voz baixa:

“Meu amigo, acho que você precisa saber o que anda acontecendo aqui de tarde, enquanto você está no trabalho.”

Aflito, o homem perguntou: “O que é?”

“Hoje, sua esposa abriu a porta para receber o carteiro, e ela estava usando uma camisola inteiramente transparente.”

“Caramba! E o que aconteceu?”

“O carteiro entrou, fechou a porta, e os dois começaram a se beijar.”

“Não! Não posso acreditar! E o que aconteceu depois?”

“O carteiro tirou a camisola dela e começou a beijar ela todinha.”

“Puta que o pariu! E aí, o que aconteceu depois?”

“Cara, não faço ideia.”

“Como assim? Por que não?”

“Porque eu fiquei de pau duro e caí do poleiro.”