O homem na Lua

Publicado em 20 Jul 2019 | 2 min de leitura

No dia 20 de julho de 1969, homens da Terra pisaram o solo lunar.

Era noite no Brasil. Em Petrópolis, minha família se reuniu na sala para ver a transmissão. Tínhamos uma TV preto e branco, a válvula. Meus pais e meu avô se sentaram no sofá; eu sentei no chão, olhando para a imagem um pouco acima de mim. Completamente maravilhado.

É uma de minhas memórias mais remotas. O menino de 5 anos sonhava com as estrelas, como tantas crianças e adultos naquela época. Abundavam brinquedos e revistas com astronautas e foguetes. O espaço sideral parecia estar ao alcance da mão.

Hoje, leio que muitos não acreditam no feito magnífico da multidão de pessoas que conseguiram enviar doze homens para pisar na Lua das nossas noites. As pegadas deles estão lá ainda, mas não as vemos… é como se não existissem para os que apenas veem um luminar no céu, quando erguem o olhar acima do horizonte.

O espaço mostrou-se muito mais inóspito e distante do que julgavam os sonhadores de cinquenta anos atrás. O limiar do espaço, explorado por satélites e espaçonaves, já nos trouxe muito – e cobrou, mais de uma vez, o preço mais caro que os homens podem pagar.

Mas o espaço para além da nossa soleira tornou-se apenas o ambiente de histórias mais ou menos fantásticas, tão remoto e tão irreal quanto um reino de contos de fadas. Ignoro se vamos deixar nossas pegadas em outros mundos, em outros tempos. Temo que não… mas sigo sonhando.

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