35 anos do GREGEO/UnB

Sumário:

Um nome não pode faltar nas comemorações dos 35 anos do Gregeo: meu querido, saudoso amigo, Eduardo Pinto Fernandes, o Duque.

O apelido vinha de sua elegância e cordialidade. Éramos amigos já há alguns anos, quando ele me falou do Gregeo. Foi logo depois da fundação, não sei se em 1985 ou 1986. Ele organizou uma grande expedição à gruta Tamboril, aberta à comunidade acadêmica. Aceitei o convite, feliz; o grupo teve umas 70 pessoas, muitas das quais se integraram ao grupo.



Publicação: 8 Jun 2020
Tempo de leitura: 2 min

Assuntos: sem-assunto
Palavras-chave: Gregeo espeleologia UnB ciência multidisciplinaridade
Pessoas: Eduardo Pinto Fernandes

Um nome não pode faltar nas comemorações dos 35 anos do Gregeo: meu querido, saudoso amigo, Eduardo Pinto Fernandes, o Duque.

O apelido vinha de sua elegância e cordialidade. Éramos amigos já há alguns anos, quando ele me falou do Gregeo. Foi logo depois da fundação, não sei se em 1985 ou 1986. Ele organizou uma grande expedição à gruta Tamboril, aberta à comunidade acadêmica. Aceitei o convite, feliz; o grupo teve umas 70 pessoas, muitas das quais se integraram ao grupo.

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Ao longo dos três anos seguintes, participei de várias excursões. Ajudei o Eduardo e o Aldinho com a organização de documentos do grupo, e com a manutenção do cadastro de membros, em um dos microcomputadores do curso de Computação.

De fato. Quando eu entrei no Gregeo, cursava Computação. Quando saí, já havia mudado de curso, e estava cursando Direito. No mesmo período, havia membros do Gregeo oriundos de muitos cursos: Filosofia, Engenharia FLorestal, Biologia…

Isso não era um acaso. Em nossas conversas, Eduardo sempre deixou muito claro que ele via a espeleologia como uma ciência multidisciplinar, e que ele considerava que seria uma grande perda se o grupo ficasse restrito apenas aos geólogos.

O próprio Eduardo tinha um temperamento multidisciplinar. Ele havia cursado Medicina, sem concluir o curso, antes de se mudar para a Geologia. Conversava animadamente sobre muitos temas, da história da Irlanda ao judaísmo, passando por receitas de pratos com morcegos. Um humor discreto e sutil, sempre presente.

Hoje, tenho a alegria de participar novamente da vida acadêmica, desta vez na UFPR, e fico especialmente feliz por estar, mais uma vez, trabalhando em atividades multidisciplinares. Eduardo provavelmente apreciaria isso.

Um assassino levou meu amigo há quinze anos. Ele não pode participar destas comemorações, mas o seu legado pode e deve participar, sempre, deste grupo tão importante para ele.

Forte abraço, meu amigo.