Poesia

Foi em 2020 que comecei a me aventurar pelos caminhos da poesia. Brinquei bastante com haicais (por vezes sob forma de haibuns). É uma forma interessante; quem me conhece sabe do meu amor à concisão… e acertar a métrica é um jogo bastante desafiador. Mais recentemente, venho escrevendo poemas mais variados, frequentemente em redondilha menor (pentassílabos). Mas não me preocupo muito com a forma, e nem tenho ideia de que regras poéticas estou transgredindo.

Mel e fel
Memórias lembradas e criadas.
Inveja da Lua
Os astros que embalam o sono.
Percepções e ilusões
A eterna vigilância.
Doçura e sal
O que levarei comigo quando me for.
Refúgio
Onde me refugiar de um mundo enlouquecido.
Invocação
Pedindo a intercessão de Selene.
A foto
Experimentando a forma do soneto.
Sino e canal
Gestos que sinalizam marcas mais profundas.
Chiaroscuro
Luz e sombra em meu caminho.
Meu mar
Nunca minha, sempre minha.
Nuvens na alma
Indo pelos céus.
Azeitonas
Nem tudo acaba em uma pizza.
Brilho e fulgor
Olhos que espelham o céu.
Ousado
Os efeitos dos sorrisos.
Assombrado
Os beijos que assombram e marcam.