The Campaign for North Africa

Em 2010, escrevi uma resenha do jogo The Campaign for North Africa, e publiquei-a no extinto forum da Confraria Lúdica (a resenha está disponível aqui). Isto suscitou algum interesse pelo jogo, e alguns heróis se dispuseram a conhecer pessoalmente o monstro. O resultado daquela partida foi publicado no Boardgamegeek.

O principal resultado da partida foi revelar que o uso de computadores reduz consideravelmente o tempo de jogo do CNA. Eu utilizei um conjunto de planilhas Excel, que atendeu muito bem às necessidades. As facilidades computacionais evoluíram um pouco desde minha primeira tentativa de informatizar o CNA, usando o dBase II em 1982...

Em todo caso, o feriado de sete de setembro que se avizinha vai servir para mais uma partida de CNA. Com mais tempo de preparação, e pensando em apresentar os principais conceitos e pressupostos do jogo, decidi escrever este conjunto de textos.

In principio...

O CNA foi criado para ser a "simulação definitiva", uma quimera que muitos grognards procuravam na década de 1970. Quando Richard Berg recebeu esta incumbência, decidiu colocar seu foco na logística — e não sem motivo.

Gentlemen, the officer who doesn't know his communications and supply as well as his tactics is totally useless.


General George S. Patton

A logística militar é a atividade que permite todas as demais atividades de uma força armada. É a logística que planeja e executa o movimento e a manutenção das forças militares, e sem uma base logística sólida nenhuma operação militar pode ser executada a contento.

No caso do CNA, recomenda-se que cada uma das duas equipes destaque um de seus jogadores para cuidar da logística. Enquanto os comandantes da frente estão se divertindo abrindo buracos de bala uns nos outros, é o comandante logístico quem está providenciando as balas para as festividades... e transportando estas balas dos portos de chegada para a frente... e calculando o combustível que será consumido pelos caminhões que vão levar as balas e ainda ter que voltar para os portos... e consertando os caminhões que vão quebrar pelo meio do caminho...

Diversão sem fim. Nada do glamour que acompanha os tanques e os caças. Mas um tanque sem combustível e sem munição só serve para enfeitar a entrada de um quartel.

Como, por outro lado, um gigantesco armazém, por mais munição e combustível que guarde, não é exatamente uma grande força de conquista, segue-se que o CNA — espelhando as operações militares que o inspiraram — é acima de tudo uma atividade de equipe.

Considerando que o foco do CNA é a logística, meu principal interesse neste texto é também com ela. Mas o comandante logístico tem que saber quem vai consumir sua preciosa carga, e para quê. Assim, alguns conceitos operacionais também vão aparecer aqui.

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