Perry Rhodan e a Space Opera

Este ano a Redbox está publicando o RPG Space Dragon, dedicado a aventuras no estilo Space Opera. Qualquer um que aprecie Star Wars sabe o que é Space Opera, mas o que poucos destes fãs sabem é que a Space Opera vai muito além de SW.

As origens da Space Opera estão nos pulps, revistas baratas publicadas nos EUA principalmente nas décadas de 1920 e 1930. Estas revistas traziam material bem diverso, de westerns a histórias sobre aviadores, e serviram como palco também para histórias de ficção científica.

Na época áurea dos pulps, estas histórias eram marcadas pelo senso de aventura, pelos cenários interestelares, pelas batalhas envolvendo centenas de naves espaciais, e pelo comportamento heróico de seus protagonistas. Algumas das histórias eram lixo e não sobreviveram, mas também podiam ser encontradas gemas como as aventuras dos Lensmen (por E. E. “Doc” Smith).

O fato é que estas histórias eram marcantes. Tão marcantes que, em 1961, dois escritores alemães de ficção científica (Karl-Herbert Scheer e Walter Ernsting) criaram uma série no estilo Space Opera: Perry Rhodan. Parece que a ideia inicial era fazer uma série de 30 volumes, mas o sucesso foi tão grande que a série foi espichada. Tão espichada que hoje, mais de cinquenta anos depois, continua a ser publicada e já passou do número 2600.

Perry Rhodan é pura Space Opera. A Terra e seus habitantes, os terranos, percorrem todo o universo e encontram miríades de aventuras. As naves são gigantescas, os perigos idem.

O mais interessante, para os eventuais jogadores do estilo, é que Perry Rhodan foi publicado no Brasil. Em 1975 a extinta Ediouro começou a publicação em formato de livros de bolso, a partir do número 1 (Missão Stardust); a publicação continuou por anos, passando por algumas mudanças de formato, até o número 536. É fácil encontrar estes pequenos volumes em sebos.

Já no século XXI, uma editora de Belo Horizonte, a SSPG, começou a publicar novamente Perry Rhodan em português, começando pelo número 800. A edição era bem mais cuidada que a da Ediouro, mas talvez por causa disso os custos elevados acabaram forçando a interrupção da publicação.

Desde a década de 1990, já tive a oportunidade de mestrar por diversas vezes campanhas ambientadas no universo de Perry Rhodan, sempre com o nome Projeto Terra (retirado de uma fala de um dos personagens).

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