Humor

A lenda do barril

23 Apr 2020 | 2 min de leitura

No tempo de D. João Charuto, um jovem cansou da sua vida de amarrar cachorro com linguiça. Decidiu engajar-se na marinha d’el-rei para conhecer o mundo. Dito e feito, ei-lo como grumete em um dos imponentes vasos de guerra da marinha, singrando os sete mares. Mas logo nosso herói descobriu que a rotina de bordo era ao menos tão monótona quanto a rotina de caninos e embutidos. Pior, a comparação ainda revelava uma imensa desvantagem para o cotidiano náutico: a ausência do belo sexo. Esta percepção deixou o grumete acabrunhado, e desatento a seu ofício. Um dos marujos mais antigos notou o ar macambúzio do jovem, e chamou-o de lado para saber o que o afligia. Quando afinal o grumete explicou o problema, o marujo deu uma risada e lhe disse: – Seus problemas acabaram! Hoje à noite, quando acabar seu quarto, venha para o castelo de proa e vou lhe mostrar como cuidamos disso no mar. À noite, o grumete compareceu ao castelo de proa, um dos compartimentos que ele ainda não conhecia. Lá estavam vários outros tripulantes, com ar satisfeito, todos ao redor de um grande barril. O marujo que falara com ele também estava lá. Cumprimentando os mais antigos, o grumete perguntou, um tanto encabulado, o que deveria fazer.

continua...