Um documento histórico

A influência dos jogos de guerra da Europa no Exército Brasileiro.

No livro Homo regulans, uma das seções da primeira parte trata da criação dos jogos de guerra do século XIX:

Em 1824, um tenente do exército prussiano (Georg von Reisswitz) apresentou ao Estado-Maior um jogo ainda mais aperfeiçoado, criado por seu pai e desenvolvido por ele. Segundo o testemunho de um colega de von Reisswitz, o chefe do Estado-Maior, general von Müffling, estava inicialmente cético, mas logo ficou bastante impressionado; após a demonstração, o general exclamou “Isso não é um jogo! Isto é um treinamento para a guerra!” O entusiasmo não foi momentâneo: o Estado-Maior determinou que todos os regimentos do exército adquirissem um exemplar do jogo, e o utilizassem como parte regular do treinamento dos oficiais.

Treinamento era assunto sério para os militares prussianos, e foi um dos elementos que lhes permitiu seguidos sucessos nas guerras europeias do século XIX, culminando na vitória sobre a França em 1870. Naturalmente, os militares de outros países se interessaram em estudar as forças prussianas; os jogos de guerra foram um dos aspectos estudados e copiados. Pelo início do século XX, os jogos de guerra já haviam se tornado parte regular do treinamento de oficiais nas principais forças armadas do mundo.

Pois bem… trago um documento histórico que mostra esta preocupação em nosso Exército. A foto abaixo é uma página da Revista do Exército Brasileiro, publicada em 1888.

O Quartel-Mestre
O Quartel-Mestre
polímata
filomático
pesquisador
escritor

LUIZ CLÁUDIO, o Quartel-Mestre, the Rules Lawyer, conversa e escreve sobre jogadores e jogos de todos os tipos, sobre ludologia, narrativas, poesia, e mais.

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