Os abraços

Nada mais adequado para mostrar a amizade do que o abraço.

Ainda pensava na analogia dos amigos com as águas, e dela passei a pensar o abraço, este símbolo tão forte da amizade.

Foto de um abraço a meu amigo Claudio
Abraçando Claudio.

Eu sempre fui um tanto reticente com abraços, mesmo com os amigos mais próximos. A distância, durante meus anos em Curitiba, me ajudou a perder um pouco da reticência; mas esta pandemia dos infernos voltou a reforçá-la. Em todo caso, escolhi para ilustrar este texto dois raros flagrantes de abraços meus em amigos queridos, ambos em meu aniversário de 50 anos.

Foto de um abraço a meu amigo Marcelo
Abraçando Marcelo.

Abraços são preciosos. Estreitar alguém em seus braços, sentir a sua proximidade. Reduzir a distância e, por um breve momento, ser um com uma pessoa amada – porque amizade e amor são a mesma coisa, com intensidades diferentes em momentos diferentes.

Há os abraços a braços, claro. Mas há tantos outros!

O abraço da voz – que conforta, brinca, pergunta, conta, troca.

O abraço do olhar – que anseia, promete, aceita, acaricia, espera.

O abraço do beijo, a mais íntima das carícias.

O abraço da ponta dos dedos, da ponta da língua, passeando e explorando.

O abraço das pernas, incentivando e acompanhando o paroxismo da paixão.

Todos estes abraços aproximam e envolvem. Todos eles tocam, mesmo quando não encostam – porque o toque que importa é o da alma. A pele é apenas o caminho que o toque percorre, às vezes, antes de chegar ao seu destino.

O Quartel-Mestre
O Quartel-Mestre
polímata
filomático
pesquisador
escritor

LUIZ CLÁUDIO, o Quartel-Mestre, the Rules Lawyer, conversa e escreve sobre jogadores e jogos de todos os tipos, sobre ludologia, narrativas, poesia, e mais.

Próximo
Anterior