Por que regras?

Publicado em 17/05/2021

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Por que regras são relevantes? Por que vale a pena estudá-las?

Começo falando no jogo Calvinball (“Calvinbol”), da tirinha Calvin & Hobbes (“Calvin e Haroldo”), de Bill Watterson. Sigo para tratar de como Piaget estudou a formação moral das crianças, partindo da premissa de que toda a moral consiste em regras.

Criar regras é uma atividade muito humana: somos Homo regulans, os homens que criam as regras, ferramentas que usamos para ordenar o mundo, natural e social.

Aprender a sujeitar-se a regras e a criar regras é um elemento importante do desenvolvimento moral e ético; jogos digitais apresentam um desafio especial neste sentido.

Toco no conceito de ludoética: que valores os jogos transmitem, ou como são transmitidos? Como jogadores e criadores de jogos, é necessário ter atenção à dimensão ética das regras dos jogos.

A relevância do estudo das regras vai desde o sentido social até o sentido pessoal.

A página de recomendações de livros traz links para os livros mencionados no podcast: O juízo moral na criança, de Jean Piaget; e The Paradox of Self-Amendment, de Peter Suber (onde o Nomic é descrito).


Apresentação

Luiz Cláudio Silveira Duarte

Luiz Cláudio Silveira Duarte

Jogador inveterado, pesquisador de jogos, leitor voraz, polímata. Seus interesses de pesquisa são as regras dos jogos e as relações dos jogadores com as regras. Há muito mais, mas assim está bom para começar.